
Na quarta-feira (7), às 11h56, a PM (Polícia Militar) foi acionada via COPOM para apoiar o CREAS de Pato Bragado em um atendimento de violência doméstica e familiar contra a mulher. A vítima havia procurado o órgão para deixar a casa onde morava e voltar para Guaíra, onde vive a mãe dela.
Segundo o relato, após uma discussão com o companheiro naquele dia, ela decidiu encerrar a convivência. O casal morava com o filho, um bebê de dois meses. A mulher disse que não sofreu agressão física na quarta-feira, mas que em ocasiões anteriores havia sido vítima de ameaças, violência psicológica e agressões físicas por parte do companheiro. A assistente social do CREAS pediu o apoio da PM para garantir a segurança durante a retirada dos pertences pessoais da mulher e do bebê.
Ao chegar à residência, os policiais viram que o homem demonstrava incômodo com a saída do filho e insistia que a criança ficasse com a mãe e as irmãs dele. Ele foi advertido e orientado sobre seus direitos e deveres legais.
O indivíduo também resistiu a entregar o celular da vítima: primeiro apresentou um aparelho Nokia com a tela danificada, que a mulher disse não ser o dela, e só admitiu ter escondido o telefone, um Xiaomi, embaixo do colchão depois de ser questionado várias vezes pela equipe. O aparelho foi devolvido à dona.
Durante o atendimento, o homem adotou postura intimidatória com a assistente social, ao dizer que a mulher não teria condições de cuidar do bebê e que, se algo acontecesse à criança, acionaria judicialmente o órgão de assistência social.
A vítima foi orientada sobre os tipos de violência doméstica, o "termômetro da violência", os direitos garantidos pela rede de proteção à mulher e os números de emergência das forças de segurança. Ela informou que, por ora, não deseja representar criminalmente contra o companheiro. As partes foram orientadas, e o boletim de ocorrência foi encaminhado à 47ª DRP de Marechal Cândido Rondon para a análise da autoridade policial.
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